Encontro com Bob Dylan mostra como o papa quer aproximar a Igreja da cultura popular
No meio disso tudo, Dylan saiu do palácio sem dar declarações, reforçando a postura enigmática que vem adotando nos últimos anos. Em 1997, ele disse à Newsweek ...
No meio disso tudo, Dylan saiu do palácio sem dar declarações, reforçando a postura enigmática que vem adotando nos últimos anos. Em 1997, ele disse à Newsweek que encontrava a religiosidade e a filosofia na música, e em nenhum outro lugar, e que não seguia rabinos, pregadores nem evangelistas. Vinte e cinco anos depois, numa entrevista ao Wall Street Journal, a resposta foi outra: “Sou uma pessoa religiosa. Leio muito as escrituras, medito e rezo, acendo velas na igreja. Acredito na danação e na salvação, assim como na predestinação. Os Cinco Livros de Moisés, as Epístolas Paulinas, a Invocação dos Santos, tudo isso”. Ao dar um terço a esse leitor da Torá que recorre aos santos, o sucessor de Ratzinger aposta que as canções de Dylan podem levar ouvintes a uma fé que o próprio cantor nunca aceitou nomear.